1929

Ilustrado por J. Carlos

1932

Crônica dos Livros

  • p. 310

Tostes Malta e J. Carlos compuzeram com esse tema um breviário de galanteria e de sátira que merece realmente os aplausos com que tem sido recebido. A Noticia, 25-5-929

Que me desculpe, Dona Melindrosa,

A involuntária falta

Dessa demora quasi escandalosa

Em lhe mandar

Com os muitos parabéns pelo sucesso

Este agradecimento que lhe peço

Ao sr. Tostes Malta

Ter a bondade de fazer chegar.

MARIA EUGENIA CELSO

O interessante livro de poemas de Tostes Malta, Dona Melindrosa, foi o maior sucesso de livraria do “Bazar da Primavera”. Seu autor, entusiasta da “Casa do Estudante” deu 300 exemplares de sua obra, que foram vendidos rapidamente, não sendo possível atender a pedidos, que vieram de pessoas desejosas de adquirir esse lindo livro de poemas.

1931

Revista da ABL

Vol. 35

UT Libraries 2008

  • p. 347

Adelmar Tavares ofereceu, em nome do autor, para o qual teve palavras elojiozas, a seguinte obra do sr. Tostes Malta: «Dona Melindrosa» (versos), 1929:

Um pouquinho de renda e de perfume,

E de grave nenhum olhar sequer

— Dona Melindrosa que enchia semanalmente as páginas das revistas elegantes,

com a leve farândula dos seus passinhos miúdos,

o seu “vulto de flor e de andorinha”,

a graça …

1944

  • p. 306

Identificar a dedo, no seio anônimo da bigparade, os maiorais das letras, das artes, da sociedade e da política, de que a sua curiosidade em potencial vinha fazendo, anos a fio, o paciente censo demográfico!

A corrida pelas grandes livrarias, onde se abria, em planos de múltiplas surpresas, o panorama de todos os vient de paraitre das montras de Paris e dos prelos nacionais, ao lado de tanta obra de ontem e de hoje que somente em remotas referências lhe chegava ao alcance. Dia e noite, errando sem destino e sem pressa, pela teia das ruas e pelos líricos recantos da cidade frívola e amorável donde se espalharia para todo o Brasil a glória da melindrosa que o lápis sutil de J. Carlos acabava de criar, a melindrosa que era mesmo outro dos pontos altos do turismo daqueles dias. Haverá na verdade quem não recorde ainda, com melancolia e saudade, a linda criatura que os versos dum poeta do tempo definiam maliciosamente como …

1950

  • p. 52

M Library 2008

Continuando com a palavra, o Sr. Peregrino Júnior, depois de exaltar a memória do artista J. Carlos, falecido na semana anterior, salientou os seus trabalhos de caricaturista e ilustrador, pediu que se consignasse na ata um voto de pesar pelo desaparecimento desse artista primoroso, modesto e incansável, cujos trabalhos eram admirados no Brasil e no exterior. O Sr. Adelmar Tavares diz querer associar-se às homenagens de pesar apresentadas pelo Sr. Presidente Peregrino Júnior à memória de J. Carlos (José Carlos de Brito e Cunha), ferido de morte pela congestão cerebral que o vitimou na redação de “A Careta”, a brilhante Revista a que, por tantos anos, deu o fulgor da sua inteligência e sua incansável atividade. Era um mestre do lápis, criador de tipos que viverão para sempre em nossa memória, como os do almofadinha e da melindrosa, assinaladores de uma época. Morreu no dia em que publicou seu primeiro trabalho no “Tagarela”, de Perez Júnior e Bastos Tigre. Artista personalíssimo que era, as capas dos semanários como “Fon-Fon”, “O Malho”, “O Cruzeiro”, o lembrarão para sempre, sem esquecermos o “Paratodos”, interessantíssima revista …

… de Documentação do Ministério da Educação, sob a direção do jornalista Simão Leal, traria a lume o álbum J. Carlos, …

  • p. 67

Correspondência recebida: telegrama do Sr. Luiz Carlos de Brito Cunha, de agradecimento às homenagens ao caricaturista J. Carlos.

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