1916

vol. 78, parte 2

  • p. 580

Nesse cartaz há minudencias de fazer rir. Henrique Fleiuss foi, portanto, no Rio de Janeiro, o precursor de Raul Pederneiras, de J. Carlos, de Calixto, e outros que, actualmente, collaboram nos nossos melhores hebdomadarios illustrados.

1917

vol. 80

M Library 2006

UT Libraries 2008

Princeton University Library 2009

  • p. 588

Rir, portanto, é a manifestação mais temível e por isso mesmo mais sincera de nossa alma. Assim, a Caricatura, — que é o próprio riso, — constitue a forma artística mais espontânea, mais vulgar e, por isso mesmo, mais apreciável. «A narração de Philetas», obra-prima do nosso grande Amoedo, enleva a quantos disponham de cultura e de senso artístico para apreciá-la. Collocae, porém, a bellissima tela numa exposição pública, ao lado de uma das páginas exuberantes de graça de J. Carlos, de Julião Machado, de Calixto, de Raul, — e vereis que a sensação, quasi pungitiva, de reverencia cede immediatamente o passo à gargalhada, symbolo da satisfacção intima, da comprehensão subitanea, da esthesia da alma, mais natural e espontânea que a esthesia da cultura. E tanto é isso verdade, que a Caricatura já existia entre os antigos, desde os tempos da Mythologia clássica. E quantos aspectos — quantos! — ella não apresenta!

  • p. 604

O Careta, de 1907, de Jorge Schmidt, com esplendidos desenhos de J. Carlos, artista a quem Henrique Bernardelli, quando commigo dirigia A Renascença, prognosticára o mais brilhante futuro, reputando-o um artista de mérito excepcional.

  • p. 607

Hoje está ella preponderantemente representada, além de Lucas, Julião e Belmiro, por J. Carlos, Calixto Cordeiro, Luis Peixoto, Yantock, Storni, Leonidas, Rocha, Lobão, B. Vianna Junior, Mareio Nery, J. Gallo, Fritz, Nemesio Dutra, Ariosto e Raul Pederneiras, cujos primeiros desenhos, já primorosos, tive a ventura de apreciar em 1893, quando redigi com Valentim Magalhães «A Semana», mostrando-nos o illustre cunhado do genial artista, meu dilecto amigo dr. Rodrigo Octavio. Cumpre relembrar também os nomes queridos de Raul Pompeia, Aluizio Azevedo e Carlos Lenoir, e, entre os extrangeiros, merecem o preito da nossa recordação tanto Borgomaniero, como Augusto Off, que foi um artista extraordinário.