1913

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A vida do artista no Rio reflete em vertiginosidade a própria vida social. Vive-se, trabalha-se e sente-se n’um agudo paroxismo, n’uma sobresaltada ancia, sem tempo quasi para refletir e para compor em paz uma página ou um livro, dado que ein poucas terras do mundo, como ali, parar é morrer quasi.

É grande, sem dúvida, o número de ilustradores – caricaturistas que vivem do seu laor incessante e, além de Julião Machado e de Emilio Aires, de quem traçarei adeante o fugitivo perfil, recordo também Calixto Cordeiro, do Fon-Fon! e J. Carlos, da Careta, que são dois artistas ilustres na plena posse de uma técnica perfeita e cujo ardor – juvenil e entusiasta vem florindo nas follias soltas de todas as publicações humorísticas, tendo J. Carlos feito uma larga e brilhante exposição d’alguns dos seus melhores trabalhos.

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